Campo de Flamingos Sem Flamingos é um futuro documentário de André Príncipe produzido pelo Som e a Fúria

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Pedido de ajuda

Bom dia

O Som e a Fúria está a preparar um documentário de André Príncipe, provisoriamente chamado Campo de Flamingos sem Flamingos.

Será uma viagem por terra pela fronteiras portuguesas – marítima e raia – e algumas ilhas.

Uma viagem de “circum-navegação” interna pelas fronteiras continentais, pontuada por encontros com pessoas e animais, assim como um levantamento da paisagem natural e construída.

Utilizando o próprio mapa de Portugal como guião, o filme começa no local onde vai acabar. Retratos de pessoas, topografias da paisagem, cenas de viagem e estrada, encontros com algumas das espécies de animais em vias de extinção. Imagens noturnas e diurnas, urbanas e rurais realizadas durante um período dum ano, cobrindo as quatros estações, vão tentar mapear a ideia do Portugal Real, na era pós-internet.

Estamos assim à procura de personagens, locais, situações que, não sendo o Portugal dos jornais ou dos postais, habitam este país:

de marginais, excêntricos, sábios, loucos, apaixonados

de investigadores

de hackers, de permacultores

de escritores, de vocalistas de death metal

de animais selvagens, de avestruzes que correm atrás dos carros

de aldeias desertas, faróis, mosteiros

de lendas, tradições

e todo o resto.

Não sendo possível percorrer exaustivamente o país, precisamos da vossa ajuda.

Se conhecem um sítio, uma história, uma pessoa que vos pareça pertencer de alguma forma a esta paisagem, escrevam-nos, contem-nos, mostrem-nos. Lembrem-se que o objectivo será sempre filmar alguma coisa no final: precisamos de elementos palpáveis, actuais, concretos.

Quanto mais detalhadas as informações melhor: nomes, contactos, imagens, sites, o que puderem...

Depois de fazermos uma selecção das histórias, entraremos em contacto com essas pessoas para perceber e decidir em conjunto como utilizar esses elementos.

Não hesitem em fazer circular esta mensagem, quanto mais extenso o terrítório, melhor!

O filme precisa da vossa contribuição e ajuda.

Todos nós temos imagens sobre o país que são secretas, ou pouco vistas, todos nós ouvimos uma história que mais ninguém conhece.

Esperamos as vossas ideias. Por favor deixem mensagem aqui no Blog ou enviem mail para fm@osomeafuria.com.

Obrigado!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Nota de Intenções

O que conheço melhor é a sensação de não conhececer realmente as coisas e gostaria de
fazer um filme sobre o que conheço melhor.
O filme será um travelogue que descreve uma viagem de “circum-navegação” pelas
fronteiras territoriais portuguesas – marítima e raia – e algumas ilhas.

Durante um período dum ano, em diferentes estações, seguir o desenho descrito pelas
fronteiras portuguesas e fazer um levantamento da paisagem, pessoas e animais que nela
habitam e comparar os resultados dessa amostra com a ideia que temos do país.

O facto de Portugal ter as mesmas fronteiras há, mais ou menos, oitocentos anos, acentua
a ideia do território nacional como algo de definitivo, imutável e intemporal como o
vento ou o mar.

Na verdade quando não está a seguir o curso dum rio, a raia é aleatória e ás vezes até
absurda, sem qualquer determinação geográfica ou geológica, apenas razões culturais e
políticas, uma sucessão de marcos fronteiriços que pontuam um paisagem única e
uniforme.

A ideia dum país a partir da definição territorial desse país; se a fronteira não faz sentido,
o país faz sentido? Qual?

Gostaria de fazer um levantamento o mais completo possivel do território, numa atitude
similar ás dos exploradores do séc. XIX que se aventuravam por territórios
desconhecidos.

Ferramentas como o Google Earth, etc ajudam-nos a ter uma ideia precisa e completa do
mundo enquanto espaço físico. O mundo é cada vez mais curto em termos de distãncias,
mas cada vez mais vasto em termos psicológicos. O filme seria uma tentativa de mapear
essa paisagem psicológica e emocional dentro dum dado limite - as fronteiras
portuguesas.

Como ir ao sotão de casa e descobrir um velho albúm de fotografias de familia, cheio de
pessoas conhecidas em locais estranhos, e pessoas desconhecidas em locais familiares.
Uma sensação simultânea de familiaridade e estranheza, que nos leva a repensar as ideias
que temos sobre aquilo que julgamos conhecer – o nosso país.


Sinopse

Uma viagem por terra pela fronteiras portuguesas – marítima e raia – e algumas ilhas.
Uma viagem de “circum-navegação” interna pelas fronteiras continentais, pontuada por
encontros com pessoas e animais, assim como um levantamento da paisagem natural e
construída.
Utilizando o próprio mapa de Portugal como guião, o filme começa no local onde vai
acabar. Retratos de pessoas, topografias da paisagem, cenas de viagem e estrada,
encontros com algumas das espécies de animais em vias de extinção. Imagens noturnas e
diurnas, urbanas e rurais realizadas durante um período dum ano, cobrindo as quatros
estações, vão tentar mapear a ideia do Portugal Real, na era pós-internet.